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Ansiedade e Pânico

Guia prático de intervenção

É frequente sentirmos ansiedade em determinados contextos, como por exemplo no trabalho, no trânsito, quando o computador avaria e num vasto leque de situações. Nestes momentos, o nosso estado físico altera-se, o coração começa a bater mais rapidamente, a respiração acelera e por vezes começamos a transpirar. Contudo, do mesmo modo que tais alterações surgem, desaparecem gradualmente à medida que nos habituamos à nova situação ou verificamos que não existe razão para a recear. Esta reação é normal, sendo a forma que o organismo possui para “nos alertar” perante uma situação ameaçadora, desaparecendo quando o possível “perigo” desaparece. As reações de alarme pautadas por uma sensação de ansiedade garantem a nossa sobrevivência e a superação de obstáculos. Esta é a chamada reação de luta/fuga. 


Tal reação não é prejudicial, sendo ela que nos protege em situações de perigo e nos ajuda na adaptação a novos contextos e novas situações. É igualmente benéfica em situações de desempenho social ou académico, já que nos motiva para alcançar o objetivo. 


Todavia, com as exigências do mundo atual, esta reação de alarme é, em algumas pessoas, ativada demasiadas vezes, constituindo assim um problema. A maior parte dos contextos onde esta reação ocorre não exige verdadeiramente uma resposta de luta ou fuga, sendo assim tal reação exagerada. Deste modo, a ansiedade pode tornar-se patológica quando esses estádios ansiosos ocorrem demasiadas vezes e possuem uma duração excessivamente prolongada. 


Quando isto ocorre, os seus efeitos deixam de ser adaptativos para se tornarem disfuncionais, podendo transformar-se em verdadeiras crises de ansiedade ou até mesmo em ataques de pânico. Caminhamos então para o espectro das perturbações de ansiedade. 


O trabalho apresentado pretende emergir como um contributo para a compreensão da ansiedade e do pânico, iniciando-se com uma abordagem mais generalista acerca da ansiedade, para posteriormente se focar nas reações de pânico e na perturbação de pânico

      A incidência da depressão atinge proporções cada vez maiores, bem como a prescrição de antidepressivos. Todavia, estarão as pessoas conscientes das diferenças entre uma depressão e estados de tristeza temporários? O processo evolutivo de cada pessoa é marcado por momentos de tristeza e perda, contudo, é importante aprender a distinguir a tristeza inerente a momentos negativos, da tristeza que se instala enquanto sintoma de uma perturbação de humor. É «normal» ficarmos tristes com o falecimento de alguém que nos é próximo, contudo, deixa de ser «normal» se tais sintomas se prolongarem por longos períodos de tempo, interferindo significativamente nos vários domínios da vida da pessoa.


     As consequências de uma depressão são enormes, podendo mesmo em casos mais graves instalar-se um sentimento de desesperança que conduz a pessoa para um «local» do qual não consegue ver uma fuga possível, ou onde a única saída vislumbrada passa por colocar termo à vida, sendo esta uma saída sem retorno, uma solução definitiva para um problema transitório. É assim impreterível que sujeitos com depressão recebam ajuda especializada o mais precocemente possível, com o intuito de minimizar os danos.