Espelho meu, espelho meu...


A menopausa é um acontecimento universal para todas as mulheres e insere-se na evolução da vida reprodutiva feminina. Corresponde ao período durante o qual os ciclos menstruais se modificam e, finalmente cessam, e surge tipicamente entre os 45 e os 55 anos de idade.

Durante algumas décadas foi associado a um momento de crise, mas os estudos e a prática clínica têm vindo a demonstrar que é antes um período de mudança ou transição.

As circunstâncias históricas são um fator influente na forma de vivenciar a menopausa, pois o próprio aumento na expectativa de vida, que subentende um maior número de anos pela frente após a menopausa, pressupõe a necessidade de reestruturação dos projetos pessoais, que muitas gerações anteriores não experienciaram.

Como psicóloga, tenho sentido que este período da vida da mulher é um momento de balanço e de reorganização, que pode originar angústia e sofrimento, ou ser vivido com tranquilidade, em função da estrutura de personalidade e história de vida da mulher.

Muito mudou nas sociedades industriais nas últimas gerações, havendo um investimento da maior parte das mulheres numa carreira profissional, não sendo a maternidade o único papel das suas vidas (ainda que para muitas possa ser o mais importante!).

As mulheres para quem a experiência de cuidar dos filhos e da casa representaram as tarefas vitais mais significativas, têm maior probabilidade de vivenciar o período da menopausa de forma negativa, enquanto as mulheres profissionais, por contarem com outros interesses que se somam à maternidade, estarão provavelmente mais capacitadas a encontrar compensações para a perda da fertilidade.

Cada vez mais, as mulheres encaram este período da vida com naturalidade e até alguma satisfação por viverem a sua sexualidade de forma mais descontraída, com a sabedoria e a maturidade que a idade pode trazer… Quando assim não é, pode ser útil uma ajuda psicoterapêutica.

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