Desistir é para os fortes!

Atualizado: 8 de Nov de 2019

"A gente não desiste do que quer, a gente desiste do que dói"


(Fabiola Simões)


Muitas vezes quando damos conta prosseguimos objectivos, tarefas ou sonhos que não são os nossos. Ou porque não nos apercebemos, não encontrámos os nossos próprios sonhos e foi mais fácil seguir o caminho ditado por outrem ou o ‘destino’, ou porque não tivemos coragem de desagradar aqueles que nos amam, muitas vezes os próprios pais, que nos indicam o ‘melhor’ caminho a seguir (acham eles).


E nós? Onde ficamos no meio dos agrados e desagrados dos outros? Se calhar perdidos, infelizes e frustrados numa vida que não foi a que escolhemos propriamente. É assim, que alguns pacientes me chegam a consulta. Algumas vezes, nem entendem õ porquê de ser tão difícil perseguir um objectivo, que à partida parece simples de atingir, mas falta a motivação, o interesse. Chega, por vezes, a um ponto em que dói lutar por algo, que afinal, chegamos à conclusão de que não é o que realmente querem fazer. A vida fica bloqueada, parada, num esforço incessante de finalizar uma tarefa que nos deixa miseravelmente infelizes.


Talvez o mais importante seja agradarmo-nos primeiro. Os filhos não são um prolongamento dos pais, nem uma projeção destes. São livres de fazer escolhas e seguir o caminho que desejam. Cada pessoa é livre de seguir os seus sonhos, de cair e se levantar, de desistir de algo que não o satisfaz. Desistir não é tarefa fácil, provavelmente não se desiste de algo importante sem reflexão, também envolve sofrimento, mas é preferível uma ‘dor de crescimento’ do que uma ‘dor crónica’ de insatisfação com a vida. Por isso, o processo de desistir não tem de ser visto como um ato de fragilidade, não se tem de lutar por algo que não nos trás bem-estar, essa é uma tarefa demasiado pesada.


Por isso mesmo, desistir é para os fortes!

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