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Assuntos inacabados em terapia


Leitura de Verão - Antes que o café arrefeça - livro de Toshikazu Kawaguchi onde, num café centenário, sentado num certo lugar do café, com um café bem quente, é possível viajar no tempo, até ao passado. Várias personagens, cada uma com o seu motivo, vão fazendo essa viagem, encontrando-se com alguém com quem tinha um assunto inacabado… Tudo isso antes do café arrefecer.


Se pudesse voltar atrás no tempo com quem resolveria um assunto inacabado antes do café arrefecer? Para cada pessoa seria um assunto e pessoa diferente, mas seria aquele assunto que não permite avançar, evoluir. Assuntos inacabados mantêm uma interferência negativa no funcionamento e relações no presente, mantendo a pessoa refém do passado.


Leslie Greenberg, psicoterapeuta que desenvolveu a terapia focada nas emoções, um modelo de psicoterapia humanista e experiencial que tem como objetivo a restruturação dos esquemas emocionais, possibilitando um novo sentido do self e novos significados pessoais, recorre à cadeira vazia como resolução de assuntos inacabados. O assunto é, em psicoterapia, trabalhado da pessoa com ela mesma, com a ajuda e facilitação do terapeuta. Esta tarefa permite a oportunidade de desenvolver um diálogo que não tem ou não pode acontecer na realidade com alguém significativo, mas que num espaço terapêutico, seguro, pode permitir verbalizar, expressar sentimentos.


A utilização de processos experienciais, como o descrito acima, no entanto, não resulta por si só para o sucesso da terapia. Mais do que expressar emoções é importante a reflexão, ou seja, não basta sentir, é preciso dar significado à experiência.


Não sendo possível a viagem ao passado, no café centenário do livro, em terapia, com motivação e a ajuda do terapeuta, os assuntos inacabados podem ser trabalhados no sentido da sua compreensão e significado. Sem pressa que o café arrefeça.



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