Muitos pais e educadores questionam-se: Qual é a chave para o sucesso da educação?


Costumo dizer que quase sempre a resposta reside na relação, no vínculo…se pensarmos por instantes, em nós próprios, adultos e nas nossas relações (sejam elas familiares, profissionais, com amigos ou relações românticas) quanto mais coesa é a relação, mais fácil é a cooperação mesmo que seja algo que exija esforço, predispomos-nos a tal porque estamos ligados: “não lhe posso dizer que não”.


A vinculação que a criança sente em relação ao adulto confere a este último o poder de educar e coloca assim a relação no jogo a autoridade. Numa primeira fase de vida, a vinculação favorece a dependência (sobretudo até à adolescência) e em seguida a independência. Pode parecer antagónico, mas, se pensarmos nos pressupostos confiança, afeto e respeito recíproco, fará todo o sentido que assim seja.


A vinculação. pode ser definida de modo básico como uma espécie de impulso que se caracteriza pela procura de uma relação forte e pela manutenção de proximidade. Quando a criança está ligada aos pais, sabe que estes não vão tentar enganá-la ou provocá-la apenas para seu benefício próprio, mas sim, agirão de certo modo porque lhes parece ser o correto e o melhor para ela. A criança sentirá provavelmente que poderá pedir ajuda ou desabafar quando tem um problema porque não será rejeitada nem humilhada.


A vinculação é o que faz com que haja a tolerância mútua, que permite aos pais continuarem a cuidar e educar os seus filhos mesmo quando estão terrivelmente zangados. De igual modo, permite aos filhos obedecerem e procurarem a companhia e afeto dos pais mesmo depois do castigos e sermões que estes lhes possam ter dado.


E como reforçamos o vínculo?

Partilharem tempo, estar presente, divertirem-se juntos, rirem juntos e ser honestos! Ligarmos-nos uns aos outros seja a descer uma pista de sky esperando um pelo outro, seja a vibrar em conjunto durante um jogo, em pequenos e simples gestos ou nas mais grandiosas dificuldades.

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